sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Yellowstone - uma tarde nos geysers


Estamos  na entrada oeste do Yellowstone NP, num coglomerado de casas a que chamaram West Yellowstone, que só existe para apoio ao parque, e é constituída essencialmente por hotéis, restaurantes e outras infra-estruturas de apoio ao turismo. Chegámos depois de 5 horas de viagem que gastámos para vencer a distância desde Salt Lake City, com paragem apenas para café (expresso double shot!) na pequena e desconhecida cidade de Pocatello. Estradas em óptimo estado, um belo dia de sol, temperatura média exterior de 3 graus e montanhas circundantes com os cumes cobertos de neve de há dois dias.


Instalámo-nos num Best Western, como já antes fizemos noutos locais, e pouco depois das 14 horas entrámos no Parque Yellowstone. Fizémos cerca de 50 kms até ao geyser Old Faithful e vimos a sua explosão das 16h53. Sim o rapaz tem hora para se exibir e a cerca de cada hora e meia explode lançando água fervente e vapor a muitos metros de altura. É o maior e mais espectacular geyser do parque e tem honras de estar acompanhado por um hotel gerido pela autoridade do parque, por um visitors center de grande qualidade, e outras instalações de apoio aos turistas.



Enquanto esperávamos pela hora da explosão seguimos um trilho que circunda o geyser e vivemos a emoção de estarmos perto duma manada de bisontes que por ali pastavam. Por mais filmes do National Geographic que se vejam nada consegue transmitir a emoção do que é estarmos ali ao vivo junto dum animal selvagem de grande porte, aparentemente alheio à nossa presença, em liberdade no seu meio ambiente. Mas à hora certa o geyser libertou os seus humores e a pequena multidão presente explodiu de emoção gritando, assobiando e batendo fotos atrás de fotos. O espectáculo é curto, mas bom. Vale a pena a espera por sua excelência. Mas há muito mais geysers, fumarolas, nascentes de águas quentes, e outras manifestações das entranhas da terra por aqui.
Nos 50 kms que fizemos de regresso ao hotel passámos por vários, dos quais damos conta na extensa reportagem fotográfica que aqui deixamos. Tivémos a sorte de ver explosão de alguns geysers já quase ao por do sol, o que nos permitiu visões e fotos excepcionais.




























Já com a noite cerrada encontrámos um enorme bisonte macho que, sozinho, caminhava pelo meio da estrada, deixando-nos na dúvida e com receio de o podermos ultrapassar com segurança. Arriscámos e devagarinho lá passámos ao seu lado. Olhou-nos de soslaio com altivez e lá continuou no seu passo pachorrento em direcção à noite escura.