O dia de hoje foi dedicado a acertar o relógio biológico, com um passeio pelas estâncias de veraneio famosas cá do sítio. O que mais nos impressionou negativamente é a aspecto terceiro mundista do beach walk de Venice: uma selva de barracas de péssimo gosto arquitectónico, em mau estado de conservação, vendendo fancaria chinesa.Já em Malibu vimos algo impensável na Europa: longas de costa faixas de costa completamente ocupadas com vivendas coladas entre si não permitindo o acesso à praia ao comum cidadão. Pior, quando se consegue furar o bloqueio e se passeia um pouco na praia lá estão os aviso insistentes de que aquela faixa de areia é propriedade daquela casa e que permanecer ali é ilegal e sujeito a multas, blá, blá...Em Santa Mónica vimos uma feira de produtos agrícolas orgânicos interessantíssima. A polícia barrou parcelas de várias ruas e ali acamparam umas largas dezenas de produtores de fruta e de produtos hortícolas, que a partir de pequenas barracas davam os seus frutos a provar, convidando.nos a comprar. Comprámos pêssegos com um sabor à moda antiga, que há muito não experimentávamos, e mais umas quantas espécies, para além de pão com azeitonas dentro muito parecido com um que o Pingo Doce andou recentemente a promover. Mas a verdade é que a feira tem sucesso e lá andavam imensas pessoas de todas as idades às compras.
A tarde foi dedicada a mais um trecho da costa: Long Beach. Vimos ao longe o inferno do terceiro maior porto de contentores do mundo, mas o nosso objectivo era visitar o Queen Mary, que por ali está ancorado desde 1967.Este grande navio de passageiros na reforma é hoje um grande atractivo desta região e tem uma vida intensa de visitantes, participantes em festas que se organizam nos múltiplos bares e restaurantes e dos hospedes do hotel que ocupa uma boa parte do que foram as cabines exteriores de passageiros. Para além de tudo, do topo do barco tem-se uma vista geral bem interessante sobre Long Beach, especialmente sobre a marina, muito bem arrumada e com edifícios de lojas e restaurantes iguais aos que se vêm nos bons portos de recreio da Europa.Foi por ali que jantámos (bem)num restaurante tipicamente americano e com as sensações do costume de que a nossa cozinha é mesmo do melhor que há. O pior foi o regresso ao hotel de Hollywood em que por falta de um N na designação da rua, o GPS nos levou para 43 kms de distância. Mas cá acabámos por chegar, mais tarde do que queríamos, porque hoje é dia de fazer as malas para a partida de amanhã em direcção a Las Vegas. Já estão todos a dormir, porque amanhã combinámos levantar às 6h30 para sairmos às 7. E eu já estou a ficar perro dos olhos e impossibilitado de lutar com o PC para ver se consigo ilustrar este diário. Bons sonhos e desculpem os erros.