Diário de viagem a parques nacionais do "Grand Circle" no Oeste dos EUA em Outubro de 2010.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Por Hollywood, Beverely Hills e Pueblo de Los Angeles
Hoje foi um dia cheio de cidade e e de verificação de conformidade entre as imagens televisivas e a realidade. Bem cedo, pouco depois das 8 horas já andávamos pelo Passeio da Fama a olhar para o chão vendo estrelas e para o ar vendo as nuvens que nos traziam chuviscos de quando em quando. Lá fizémos as fotos da praxe junto oa Kodak Theatre (local célebre pela entrega anual dos óscares do cinema). Conferido este particular, seguimos para o centro histórico de los Angeles, visitando uma das casas mais velhas da cidade ainda bem conservada, que data de 1818, e almoçamos (bem) num restaurante mexicano da Olvera Sreet. O maior espanto veio a seguir na Union Station: uma estação de comboio cuja arquitectura exterior é vulgar, mas que por dentro apresenta uns tectos em madeira fabulosos, para além de que os espaços e as cadeiras de espera são enormes fazendo-nos apetecer passar ali algum tempo de repouso a sonhar com uma grande viagem no Amtrack. Pena é que o movimento de passageiros seja visivelmente pequeno. Tudo aqui está virado para a estrada e para o ar. O recurso ao carril é muito maior para o transporte de mercadorias a média e longa distância. De tarde andámos de carro por Beberly Hills, de boca aberto de espanto com a qualidade de tudo o que por ali está. Ele são as casas, ele são os jardins e bosques, ele é o arranjo das vias de circulação e suas envolventes, tudo está na perfeição, em contraste com outras zonas da grande LA. Talvez por isso a segurança privada por homens armados seja paga com muita pontualidade pelos abastados habitantes daqueles recantos que fazem sonhar os turistas que pagam às agências para lá irem ver as casas das estrelas,ou melhor ex-casas, porque quase nenhuma já lá mora.
Já que estávamos em maré de grandezas rumámos para Rodeo Drive e mais uma sessão de espanto com a concentração de lojas de marcas ultra caras de artigos de última necessidade: roupa, calçado, jóias e outras coisas do género. Vale a visita pela estética dos edifícios e pelo arranjo das montras. Vale vermos que existem na vida real pessoas e cenas como as ficcionadas: um Rolls Royce que para, o motorista negro que sai apressado e abre a porta a um homem de meia idade e a uma senhora bem mais nova, que depois avançam para a Loja de artigos à base de diamantes da casa De Beers, e o Rols Royce à espera cá fora. Pela nossa parte, como disse o Pedro já tínhamos bebido duas bears ao almoço e ficámos bem.
Ainda tentámos ir ver Santa Mónica ao anoitecer, mas mete-mo-nos no trânsito em hora de ponta e ao fim de algum avanço lento desistimos. Fica para amanhã.
Uma nota final para a presença de mexicanos por estas paragens: estão por todo o lado e são claramente a grande fonte abastecedora de necessidades de mão obra menos especializada que aqui se necessita.
Só mais uma nota para a Avis que nos ofereceu por ais 11 USD por dia uma carrinha muito maior do que a inicialmente estava disponível. Agora andamos muito mais à larga e com espaço franco para as malas. Temos na mão um bom exemplo de como os americanos ainda desperdiçam a energia: este carro a gasolina deve ter 3500 de cilindrada e é é obviamente um sorvedor de gasolina (sim gasolina; aqui é
raro o carro a gasóleo).Já não se vê disto há muito na Europa.