segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Antelope Canyon e Lago Powell - um dia no meio de vistas de sonho














Estamos em Page, Arizona, cidade fundada em 1957, que deve a sua vida à barragem no rio Colorado aqui ao lado e ao turismo decorrente do lago Powell, formado pela barragem, e ao Antelope Canyon. Foi por este que cá viemos e ainda bem.Visita-mo-lo esta manhã guiados por um profissional duma empresa índia, já que a entrada no parque só é permitida a veículos de empresas autorizadas. Na verdade, é um canyon, que no ponto mais alto terá cerca de 30 metros de altura, cuja abertura ao nível do solo é relativamente estreita, apenas o suficiente para deixar passar a luz do sol até ao fundo. E é pelo fundo que nós circulamos, em piso de areia, rodeados de paredes constituídas por rocha arenosa dura, com formas e desenhos que absorvem e reflectem a luz e as sombras dum modo que fica o ambiente que podem ver pelas fotos aqui publicadas. Eu já esperava muito desta visita ao Antelope pelo que li e pelas fotos que vi, mas, mais uma vez, a vista ao vivo duma beleza destas deixa-nos espantados com o que a natureza foi capaz de construir ao longo de milhões de anos.Neste caso foi a água que fez e continua a fazer o seu trabalho: dizia-nos o guia que geralmente há uma ou duas grandes enchurradas de água por ano que atravessam o Canyon, mas este ano já contaram seis. Vejam as fotos e deliciem-se, mas se tiverem oportunidade de andar por estes lados não percam esta visita. Para os amantes da fotografia este sítio é um paraíso e há mesmo visitas especiais para estas pessoas. Lá os vimos de tripés na mão e câmaras do outro mundo regalados a fazer arte.
Dedicámos a tarde ao lago Powell e a um local do rio Colorado a que chamaram Horseshoe, de que aqui podem ver imagens. O lago é interessante pela paisagem que o rodeia e é muito frequenatado por famílias americanas que aqui fazem semanas de férias de verão em barcos-casa arrendados. O Horshoe é tem mesmo o desenho duma ferradura e a vista e a grandiosidade do local são impressionantes. Do ponto em que podemos estar a fazer a observação para o rio que corre lá no fundo há um desnível de 150 metros. E depois tudo à volta é rocha com múltiplas cores e variadíssimas formas. Esmagador!

Acabámos o dia com uma caminhada para encontrarmos e visitarmos uns jardins suspensos na rocha. Espantou-nos como no meio do deserto de rochas avermelhadas aparecem e vivem plantas verdes muito exigentes quanto a humidade. Tal só é possível porque por ali há surpreendentemente humidade. E ali está um ambiente verde no meio do nada.
Um dia inesquecível para todos nós. Estamos com a vista e a alma cheia.